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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Enfim o desvendamento ...


Enfim o desvendamento ...

O medo de perder algo que não temos, é muito complicado.

O sentimento de posse é muito diferente de amor.

Vivemos ou vamos viver paixões arrebatadoras, daquelas em que o coração pulsa a cada minuto que passa, a cada segundo em que a pensamos, vemos ou simplesmente aguardamos a pessoa pela qual estamos apaixonados.

Logo depois da fase da paixão, claro em alguns casos o processo avança e em vez de paixão, passa a existir amor entre cada um.
 O que deve ser essencial é a questão a respeito do  sentimento de posse passamos a uns sobre os outros.

Constantemente me perguntava sobre esse sentimento ...

Mas nada melhor que o tempo (seis anos) para entender que amor não se possui, que a pessoa amada, deve ser feliz como a gente, não importando se ao nosso lado ou não.Claro que quando confrontados com realidades concretas, muitos de nós tem dificuldade em manter uma postura liberal e de entender o que realmente vale a pena ...

Qual a legalidade/legitimidade que temos em limitar os atos dos outros, inclusive da pessoa amamos.

O amor permite que tenhamos esses desvios momentâneos de domínio e posse? Julgo, que mesmo não havendo amor, mas certo vínculo, não temos a legitimidade de possuir alguém ou até mesmo seus sentimentos, pois como em toda relação e principalmente no seu término, ficam sempre marcas, ficam sempre sinais e nunca sabemos muito bem como ficaremos no futuro.

Claro que o sentimento de posse, muda de pessoa para pessoa e muda sobretudo com a idade. 

Hoje aos trinta e poucos ... tenho a impressão, talvez errônea - ou não, de que com a idade, cedemos mais, somos menos temperamentais e sobretudo entendemos melhor as coisas.

Aos trinta e poucos eu tenho vindo a mudar a minha forma de estar/pensar em relação a algumas coisas e hoje admito que embora me custe "alienar" o que amo ou "possuo", nem que seja por instantes, por momentos, não é menos verdade que me interrogo se é legítimo ter essa percepção de pertença, de domínio, como se quem amamos/estamos vinculados, fosse uma coisa, um objeto, que apenas nós pudéssemos manipular e usufruir a nosso bel prazer.

Ame, liberte.

O mistério pra mim esta desvendado, óbvio que após muita reflexão.

Precisou, peça ajuda, especializada ou não, mas peça.

Somos sim capazes de sermos felizes, sozinhos ou acompanhados e verdadeiramente plenos de sentimentos e vitalidade para recriar e recomeçar, do zero e certo.

É isso ai.

Beijos.






Reginaldo Rodrigues


PS: Ana Paula, valeu a visita e seguimento, adorei. beijos.

Enfim o desvendamento ...

O medo de perder algo que não temos, é muito complicado.
O sentimento de posse é muito diferente de amor.
Vivemos ou vamos viver paixões arrebatadoras, daquelas em que o coração pulsa a cada minuto que passa, a cada segundo em que a pensamos, vemos ou simplesmente aguardamos a pessoa pela qual estamos apaixonados.
Logo depois da fase da paixão, claro em alguns casos o processo avança e em vez de paixão, passa a existir amor entre cada um.

 O que deve ser essencial é a questão a respeito do  sentimento de posse passamos a uns sobre os outros.
Constantemente me perguntava sobre esse sentimento ...
Mas  nada melhor que o tempo (seis anos) para entender que amor não se possui, que a pessoa amada, deve ser feliz como a gente, não importando se ao nosso lado ou não.
Claro que quando confrontados com realidades concretas, muitos de nós tem dificuldade em manter uma postura liberal e de entender o que realmente vale a pena ...
Qual a legalidade/legitimmidade que temos em limitar os atos dos outros, inclusive da pessoa amamos.
O amor permite que tenhamos esses desvios momentâneos de dominio e posse? 
Julgo, que mesmo nao havendo amor, mas um certo vínculo, não temos a lçeque É que por muito que se diga o contrário, ficam sempre marcas, ficam sempre sinais e nunca sabemos muito bem como ficaremos no futuro.
 
Admito que o sentimento de posse que temos da pessoa que amamos, mude de pessoa para pessoa e mude sobretudo com a idade. Tenho a ideia (talvez errada e absurda),de que  com a idade, cedemos mais, somos menos temperamentais e sobretudo entendemos melhor as coisas. Pelo menos eu tenho vindo a mudar a minha forma de estar em relação a algumas coisas e hoje admito que embora me custe "alienar" o que amo, nem que seja por instantes, por momentos, não é menos verdade que me interrogo se é legítimo ter essa percepção de pertença, como se quem amamos, fosse uma coisa, um objecto, que apenas nós pudessemos manipular e usufruir a nosso belo prazer. Isto é um ponto de vista.
 
O outro, é de que o sentimento de posse, na minha modesta opinião, para além de ser um sintoma do ciúme, não deixa de ser também um sinal de que nos custa libertar do que é nosso, do que conquistámos, no fundo, penso que o sentimento de posse é também uma forma de protegermos o nosso "castelo" e sobretudo de procurarmos manter as coisas que consideramos serem importantes para nós.
 
É por isso que tenho sempre dificuldade em lidar com isto, não que não entenda que cada um de nós não deve ser demasiado possessivo sobre quem amamos, mas por outro lado o medo e o receio da perca, fala quase sempre mais alto e acabamos quase sempre por ter o coração aos saltos e sem saber muito bem que caminho seguir.