Enfim o desvendamento ...
O medo de perder algo que não temos, é muito complicado.
O sentimento de posse é muito diferente de amor.
Vivemos ou vamos viver paixões arrebatadoras, daquelas em que o coração pulsa a cada minuto que passa, a cada segundo em que a pensamos, vemos ou simplesmente aguardamos a pessoa pela qual estamos apaixonados.
O sentimento de posse é muito diferente de amor.
Vivemos ou vamos viver paixões arrebatadoras, daquelas em que o coração pulsa a cada minuto que passa, a cada segundo em que a pensamos, vemos ou simplesmente aguardamos a pessoa pela qual estamos apaixonados.
Logo depois da fase da paixão, claro em alguns casos o processo avança e em vez de paixão, passa a existir amor entre cada um.
O que deve ser essencial é a questão a respeito do sentimento de posse passamos a uns sobre os outros.
O que deve ser essencial é a questão a respeito do sentimento de posse passamos a uns sobre os outros.
Constantemente me perguntava sobre esse sentimento ...
Mas nada melhor que o tempo (seis anos) para entender que amor não se possui, que a pessoa amada, deve ser feliz como a gente, não importando se ao nosso lado ou não.Claro que quando confrontados com realidades concretas, muitos de nós tem dificuldade em manter uma postura liberal e de entender o que realmente vale a pena ...
Qual a legalidade/legitimidade que temos em limitar os atos dos outros, inclusive da pessoa amamos.
O amor permite que tenhamos esses desvios momentâneos de domínio e posse? Julgo, que mesmo não havendo amor, mas certo vínculo, não temos a legitimidade de possuir alguém ou até mesmo seus sentimentos, pois como em toda relação e principalmente no seu término, ficam sempre marcas, ficam sempre sinais e nunca sabemos muito bem como ficaremos no futuro.
Claro que o sentimento de posse, muda de pessoa para pessoa e muda sobretudo com a idade.
Hoje aos trinta e poucos ... tenho a impressão, talvez errônea - ou não, de que com a idade, cedemos mais, somos menos temperamentais e sobretudo entendemos melhor as coisas.
Aos trinta e poucos eu tenho vindo a mudar a minha forma de estar/pensar em relação a algumas coisas e hoje admito que embora me custe "alienar" o que amo ou "possuo", nem que seja por instantes, por momentos, não é menos verdade que me interrogo se é legítimo ter essa percepção de pertença, de domínio, como se quem amamos/estamos vinculados, fosse uma coisa, um objeto, que apenas nós pudéssemos manipular e usufruir a nosso bel prazer.
Ame, liberte.
O mistério pra mim esta desvendado, óbvio que após muita reflexão.
Precisou, peça ajuda, especializada ou não, mas peça.
Somos sim capazes de sermos felizes, sozinhos ou acompanhados e verdadeiramente plenos de sentimentos e vitalidade para recriar e recomeçar, do zero e certo.
É isso ai.
Beijos.
